TELEVISÃO:
MEU BEM, MEU MAL
Listamos os melhores e os piores momentos do jornalismo televisivo registrados nos últimos 30 dias. Pena que os piores ainda ganham fácil dos melhores. Placar do mês: 3x1.
GOL CONTRA: "Que merda, dois lixeiros, no alto de suas vassouras, desejando felicidades... o mais baixo da escala de trabalho"
Essa merece até o nome do autor: Bóris Casoy, sem saber que o microfone estava aberto durante a vinheta do Jornal da Band. No dia seguinte, pediu desculpas, mas esqueceu de dizer que o preconceito é indesculpável - e inafiançável.
UM GOL NO MÍNIMO EXÓTICO: "O paulistano quer tranquilidade"
Então, precisa sair de Sampa. Mora na metrópole quem não tem opção ou quem busca emprego e qualificação profissional. Quem quer tranquilidade fez uma péssima opção. Deveria estar no circuito das águas ou na Mantiqueira - pelo bem dos outros moradores.
GOLAÇO DA INSUSTENTABILIDADE: "Reforce o lixo com duas ou três sacolas plásticas"
Essa "campanha" foi veiculada durante uma reportagem sobre o problema do lixo nas cidades. Só esqueceram de dizer que as sacolas plásticas levam séculos para se decompor e seu excesso é um dos principais problemas do lixo urbano.
UFA! GOL DE HONRA: "Graças a Deus eu estava no Haiti" (sargento, salvando vidas no Haiti) vs. "Pai, quero te agradecer por estarmos aqui" (político, recebendo propina no Brasil)
Ponto para a televisão. Alexandre Garcia mostra como brasileiros distintos são capazes de agradecer a Deus por motivos também distintos. No Haiti, um sargento agradece por estar lá, em pleno terremoto, pois salvara uma vida; em Brasília, os políticos Rubens Brunelli, Leonardo Prudente e Durval Barbosa, agredecem por estar na capital federal, recebendo a propina.
Texto e ideia: Rogério Alvarenga
Foto: http://www.sxc.hu
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